Domingo, Novembro 23, 2003

Keynes no Brasil.

Estou a ler o Capítulo 13 e 14 da "Teoria Geral..." do Keynes... em português do Brasil. Imaginem as dificuldades tremendas que enfrento. Coisas do género: Altista, Baixista, entesouramento, entre outras. AI, AI, Será que alguém me empresta a obra em Inglês?
O teste (II)

Fiz o teste de que toda a blogosfera fala. Achei-o um disparate pegado. Tive 75 pontos.
O Teste (I)

Esta semana fiz um teste de Desenvolvimento e Crescimento Económico. Correu-me mal para caramba.
Será que o prof. me corrigirá o teste com maior benevolência se eu lhe disser que fiquei fulo pelo facto do Dr. Marcelo ter dito que x% da população da Geórgia ganha menos de 6 dólares por dia, sem ao mesmo tempo especificar se esta medida, que acabava de lançar para o ar, estava ponderada pelas paridades de poder de compra?

Domingo, Novembro 16, 2003

A pergunta:

O que é o juro?
Esta semana...

Estive a ajudar uma amiga a fazer um trabalho sobre comércio internacional intitulado "Comércio internacional como substituto perfeito da mobilidade internacional de factores".
Num mundo Heckscher-Ohliano a solução para o problema dos partidos de Direita é simples. Como se deriva logicamente que o Comércio internacional é de facto substituto perfeito da mobilidade internacional de factores a solução é o comércio livre.
Obviamente o mundo Heckscher-Ohliano é um bocado limitado. São modelos a dois factores de produção - dois paí­ses - dois bens. Basta inserirmos mais um factor, como o progresso tecnológico para o caso mudar de figura. Segundo Markusen (1983) dentro desta nova condição o comércio internacional poderá ser complementar à  moblidade internacional de factores. Ou seja é a própria mobilidade internacional de factores que acentua a diferença na dotação relativa de factores entre países e deste modo potencia o comércio internacional.
Andei à procura de trabalhos "ex-post", que me dessem uma noção do efeito do comércio livre na migração do trabalho não especializado dos paí­ses sub-desenvolvidos, mas só encontrei um sobre Marrocos que não estava disponí­vel.
Assunto para estar atento.
Ironias.

Este blog será preferencialmente sobre Economia. Não posso deixar de mandar esta "posta".
Se uma empresa de construção civil pusesse a vida dos seus funcionários em perigo, não deixaríamos de ter um choradinho mediático sobre o assunto e uma condenação pública do vil patrão que não dá condições de segurança aos trabalhadores.
Como são os jornalistas os trabalhadores, e os patrões, os meios de comunicação anda tudo a tentar escamotear o sucedido.
O primeiro link.

O simbiótica "recebeu" o seu primeiro link na blogosfera. Obrigado Gonçalo
P.S. - Não me peças para ler aquela sensaboria.

Domingo, Novembro 02, 2003

GAIA

Grupo de acção e intervenção ambiental ou Gente a iluminar antes de mais.
Por iluminação, entenda-se o que está escrito no primeiro post deste blog
É com muito orgulho...

É com muito orgulho que declaro ao mundo que tenho entre mãos e li, pelo menos parcialmente (acabá-lo-ei brevemente), um exemplar do "Liberty, market and State" do James Buchanan assinado pelo próprio.
Se esta informação não criou ao leitor uma tremenda inveja, sugiro que leia o autor mencionado a fim de perceber a sua genialidade e o privilégio que me coube.
A luta entre liberais e conservadores.
Retirei este texto do "Histoire d' Angleterre" de André Maurois.
É uma bela descrição do que são as diferenças entre liberais e conservadores.

Pouco tempo depois do voto da reforma, Derby, doente, cedeu a Disraeli o lugar de leader do partido conservador. Na mesma altura Gladstone tornava-se o chefe indiscutível do partido liberal; e os dois homens, que desde a queda de Peel sempre tinham vivido em oposição total, encontravam-se agora em conflito directo. Além do seu interesse humano, a luta Disraeli-Gladstone reveste-se de valor exemplar, pois que simboliza a importância de um certo prestígio dramático para o êxito do regímen parlamentar. Se a revolta autêntica tem de ser substituída pelos cidadãos de um país, por revoluções em palácio, é necessário que essas batalhas de oratória sejam espectáculos de nobreza. Graças aos talentos, muito diferentes mas ambos admiráveis, de Gladstone e de Disraeli, as lutas parlamentares foram durante vinte anos lutas de gigantes em Westminster.
Opunham-se duas filosofias e duas atitudes espirituais. De um lado a gravidade séria, a virtude consciente; do outro, o esplendor, o espírito e, sob a aparência de uma frivolidade superficial, uma fé não menos viva que a de Gladstone. Este acreditava no governo pelo povo, queria receber a inspiração do povo e dizia-se pronto a todas as reformas desejadas pelo povo, embora estas fossem atingir as mais antigas tradições da Inglaterra. Disraeli acreditava no governo para o povo, na necessidade de manter os quadros do país, e não admitia reformas a não ser na medida em que respeitassem certas instituições essenciais ligadas a traços fixos da natureza humana. As imagens de Gladstone derrubando árvores em Hawarden e de Disraeli recusando-se a deixar abater uma única árvore em Hughenden, são bons símbolos de duas atitudes políticas.