Marx sentiria vergonha?
Não faço a menor ideia de onde surge a matriz ideológica actual do PCP.
Constato que não deve ser Marxista. São enormes as discrepâncias verificadas entre o discurso do partido e o pensamento de MARX. Veja-se:
1- Quantos de nós nunca ouviram alguém do PCP acusar o governo de dar demasiado importância às questões económicas? Arrisco responder. Ninguém. O caricato da situação é ouvir um comunista a criticar um seu adversário político de ser MARXISTA. Passo a explicar: Para MARX, são as relações de produção que se formam no âmbito do processo de produção, que determinam a estrutura económica da sociedade sobre a qual se elevam a superestrutura jurídica e política. Ou seja, é o processo produtivo que em última análise nos forma a maneira de encarar as coisas e desta forma condiciona tudo à sua volta. Se isto não é dar muita importância às questões económicas...
2- O chavão da luta contra o grande capital. Na análise MARXISTA ( pelo menos na que decorre da sua teoria fundamental, “A interpretação económica da História”), a revolução decorre da evolução das formas de produção. Citando MARX “Uma organização social nunca desaparece antes que se desenvolvam todas as forças produtivas que ela é capaz de conter...”. A evolução é a mãe do MARXISMO e a sua revolução nada tem a ver com a revolução do conspirador socialista. A acção humana não terá nela qualquer papel.
MARX percebeu que a sua teoria teria que explicar a realidade de então e mostrar porque é que haveria uma tendência para uma transformação radical das estruturas sociais. Aqui entra o Grande Capital que tem um papel essencial. MARX admite que o aumento da acumulação de capital contribuirá para o acelerar da evolução das formas de produção e que o necessário aumento da acumulação trará consigo processos de concentração que por sua vez tornarão que fará diminuir o número de capitalistas e aumentar o proletariado. É exactamente esta a tendência que determinará o fim do capitalismo.
Ok... agora o curioso da questão... se o aumento do grande capital é essencial à revolução, se a acção humana não pode influenciar o curso dos acontecimentos, numa perspectiva MARXISTA, não será contraproducente lutar contra o grande capital?
Não faço a menor ideia de onde surge a matriz ideológica actual do PCP.
Constato que não deve ser Marxista. São enormes as discrepâncias verificadas entre o discurso do partido e o pensamento de MARX. Veja-se:
1- Quantos de nós nunca ouviram alguém do PCP acusar o governo de dar demasiado importância às questões económicas? Arrisco responder. Ninguém. O caricato da situação é ouvir um comunista a criticar um seu adversário político de ser MARXISTA. Passo a explicar: Para MARX, são as relações de produção que se formam no âmbito do processo de produção, que determinam a estrutura económica da sociedade sobre a qual se elevam a superestrutura jurídica e política. Ou seja, é o processo produtivo que em última análise nos forma a maneira de encarar as coisas e desta forma condiciona tudo à sua volta. Se isto não é dar muita importância às questões económicas...
2- O chavão da luta contra o grande capital. Na análise MARXISTA ( pelo menos na que decorre da sua teoria fundamental, “A interpretação económica da História”), a revolução decorre da evolução das formas de produção. Citando MARX “Uma organização social nunca desaparece antes que se desenvolvam todas as forças produtivas que ela é capaz de conter...”. A evolução é a mãe do MARXISMO e a sua revolução nada tem a ver com a revolução do conspirador socialista. A acção humana não terá nela qualquer papel.
MARX percebeu que a sua teoria teria que explicar a realidade de então e mostrar porque é que haveria uma tendência para uma transformação radical das estruturas sociais. Aqui entra o Grande Capital que tem um papel essencial. MARX admite que o aumento da acumulação de capital contribuirá para o acelerar da evolução das formas de produção e que o necessário aumento da acumulação trará consigo processos de concentração que por sua vez tornarão que fará diminuir o número de capitalistas e aumentar o proletariado. É exactamente esta a tendência que determinará o fim do capitalismo.
Ok... agora o curioso da questão... se o aumento do grande capital é essencial à revolução, se a acção humana não pode influenciar o curso dos acontecimentos, numa perspectiva MARXISTA, não será contraproducente lutar contra o grande capital?

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home