Sábado, Julho 23, 2005

Quando vi no Insurgente, que já se fala na alienação de património público, lembrei-me que..

Se uma empresa tiver activos não utilizados ou mal geridos, o gestor da mesma tem o seu lugar em perigo.
Quer porque os accionistas acharão que o gestor não estaria a maximizar o valor do seu capital e mais cedo ou mais tarde porão lá alguém que aliene as partes de capital mal geridas e lhes entregue o dinheiro, quer porque outra empresa se aperceba da oportunidade de uma aquisição hostil criadora de valor, que terá como pressuposto a modificação do conselho de administração. A empresa adquirente comprará a empresa porque acha que com um novo "board" consegue melhores resultados por acção. Uma das tácticas para se evitar uma OPA hostil é precisamente o spin-off, carve-out ou simples alienação dos activos mal gerido ou não utilizados

Exemplos recentes: Carly Fiorino - HP - Várias unidades do conglomerado não estavam a ser rentabilizadas
Aquisição do Lloyds TSB pelo Santander - Lloyds TSB era mal gerido, Santander comprou-o na expectativa de introduzir mais tecnologia de informação (melhor gestão pela variação nas proprorções relativas de inputs utilizados) que permita poupanças de custo

Quando o Estado tenta alienar património não usado (Terrenos) ou mal gerido (empresas públicas, com honrosas excepções) as leis económicas e das finanças deixam de se aplicar. Se o Governo tentar vender um pedaço de mato para contrução, corre o risco de ser posto a andar... porque está a alienar o bem comum, porque está impedir a boa organização e ordenamento do território (já agora onde está o ordenamento do território? em Albufeira? Braga? na Costa?). Se tentar vender empresas públicas mal geridas, Ai que d'El rei porque se está a vender aos espanhóis os centros de decisão nacional, que nao é mais que o eufemismo nacional para os tachos de uns quantos senhores que estão instalados na roda do poder.

É pena que ninguém tente incutir um bocado de cultura económica nos media portugueses que são dominados pelas tretas dos Louçãs, Dragos e companhia.

1 Comments:

Blogger Roberto Iza Valdes said...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

3 de Novembro de 2005 à0 20:00  

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